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#Nó #borromeano #Lacan #Psicanálise

                
            Lacan aponta que, essas três palavras: real, simbólico e imaginário têm um sentido e são três sentidos diferentes, mas com uma medida comum. E todos se referem ao real, ao real pelo qual cada um responde. O real, no ponto triplo do cruzamento dos três elos, é a medida comum. Assim, o objeto a, objeto impossível e inatingível, vem alojar-se no encaixe central dos três elos, onde o buraco de um conjuga-se triplamente ao buraco dos outros dois, fixando o vazio da sua ausência. Portanto, o buraco central permite situar três campos de ex-sistência: o sentido, o gozo fálico e o gozo do Outro.
             A inibição, nominação do imaginário, produz-se no campo do simbólico como efeito do imaginário e constitui laço entre o real e o simbólico. A angústia, nominação do real, produz-se no campo do imaginário, no corpo, como efeito do real e constitui o enlace do simbólico e do imaginário. O sintoma, nominação do simbólico, que consitui laço entre o imaginário e o real, produz-se no campo do real, como efeito do simbólico.

#sonho

     

      Fragmentos do sonho decifrado: "O sonho é a realização de um desejo inconsciente, a Outra cena". Torna-se impossível esgotar seu sentido. Para os curiosos, vejam: Die Traumadeutung, Sigmund Freud (1900) - A interpretação dos sonhos.


            #sonhos     #clinicapsicanalitica     #clinicasintoma       #facaterapia      @daltondemoner

#Fabuloso


             


              
"Upa! Cá estamos. Custou-te, não leitor amigo? É para que não acredites nas pessoas que vão ao Corcovado e dizem que ali a impressão da altura é tal, que o homem fica sendo cousa nenhuma. opinião pânica e falsa, falsa como Judas e outros diamantes. Não creias tu nisso, leitor amado. Nem Corcovados, nem Himalaias valem muita cousa ao pé da tua cabeça, que os mede".
                                                                           
   Machado de Assis (O Cônego ou Metafísica do Estilo, em várias histórias, 1896).

#gozo #psicanálise #clinica




O gozo, enquanto tal, não se deixa apreender totalmente, ele está sempre extravasando, transbordando, escapando. O gozo vaza como o tonel das Danaides, que, contendo um furo - os furos e buracos do corpo cortado pela linguagem - as obriga a enchê-lo sempre sem jamais o completarem. Assim, não há limites para o gozo, ele não se deixa reduzir ao sexo, mas pode ser encontrado no ato de se coçar. O que não quer dizer que seu campo, o campo do gozo, não seja estruturado.

"À flor da pele"

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia                         Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
E nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que será
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vem atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
                                              (Chico Buarque de Holanda)